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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ORÇAMENTO 2011

Foi ontem aprovado o Orçamento da Câmara Municipal para o próximo ano. A despesa total prevista é de 14.994.005 euros. Mas, o que é verdadeiramente surpreendente é que o sr. presidente da Câmara, numa nota explicativa da proposta, diga que "É ainda um orçamento impossível de cumprir na totalidade e de alcançar uma taxa de execução satisfatória(...)".

Lê-se e não se acredita. Então por que é que o aprovaram? Por que é que não fizeram outro que fosse possível cumprir?

Melhor, só de encomenda. Agora aprovam-se orçamentos impossíveis de cumprir. Boa!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

RECOMENDAÇÃO

RECOMENDAÇÃO R.C. 7 Set. 10

Exmº Sr. Presidente, Senhoras Vereadoras e Senhor Vereador.

É com profundo desapego da imagem que vos poderei transmitir,
podendo mesmo ferir susceptibilidades ou consciências, que,
conscientemente trago a esta reunião de Câmara uma preocupação
que tem vindo a evoluir desde que participo neste Órgão, e tem a ver
com a forma leviana, sub-reptícia e desconexa que tratam matérias
relacionadas com a Administração do Concelho, bem como a maneira
desconchavada de acatar a Lei.

Na área estratégica de desenvolvimento económico do Concelho,
tal como nas oportunidades ou sua importância e prioridade para o
momento económico e financeiro que se vive, e que se prolongará,
podendo ser mais longo e pior se insistirem na ilusão de que “ prá
frente é que é caminho”, dado que têm três votos garantidos, e por
isso têm maioria, o que não quer dizer que tenham razão, têm feito
uma gestão sem rumo, sem ideias ou objectivos e de uma ineficácia
total.

Foco-me na primeira diabrura deste executivo, quando traz à
aprovação um empréstimo que esvazia o limite do endividamento,
nos termos da Lei das Finanças Locais, pretendendo com ele realizar
o capital da Sociedade Polis Litoral Sudoeste, podendo fazê-lo em
seis prestações semestrais ( nº 3 Artº 6º D.Lei 244/2009 de 22 de
Setembro). Pretendem financiar-se no exterior, na totalidade, para
realizar capitais próprios numa sociedade que tem duração até 31 de
Dezembro de 2013, garantida.

Também deviam ter conhecimento, e saber que em 30 de Junho
de 2010, foi publicada a Lei 12-A, e no seu Artº 15º , nº 1, proíbe
as Autarquias de contratualizarem novos empréstimos, e
a
acontecerem, o nº 4 refere: “em situações excepcionais devidamente
fundamentadas”.

Alerto ainda para o que pretendem fazer com o recrutamento de
trabalhadores e aconselho a lerem atentamente o artº 9º e 10º da
referida Lei. E seguindo o mesmo raciocínio, devem acautelar os que
estão a concurso dentro da legalidade.

Esta mesma Lei conjugada com a Lei das Finanças Locais (Lei 2/
2007 de 15 Janeiro) e a Lei 169/99 alterada em 11 de Janeiro 2002,
também impõem limites e proíbem o negócio que aprovaram na

reunião Extraordinária desta Câmara, em 31 de Agosto p.p., com os
tais votos garantidos mas nem sempre certos.

Não tenciono recuar ao início do mandato de Vexas para fundamentar
a adjectivação de governação leviana, sub-reptícia e desconexa, mas
meditem, porque estamos prestes a concluir um ano de mandato,
e além dos atritos causados com a Assembleia Municipal, ou das
observações populares de preferências por alguns munícipes,
nomeadamente atribuição de casas sem concurso público, ou de
que os interesses pessoais são superiores aos da comunidade, que
balanço mensurável, visível pode este executivo fazer ao terminar um
ano de mandato?!

Recentemente, foi recepcionado um parecer da ANMP, sobre a
nomeação dos Chefes de Divisão que o Sr. Presidente efectuou,
esse mesmo parecer consultivo é elucidativo de quão displicente é o
relacionamento deste executivo com a legalidade.

Mesmo tratando-se de uma recomendação, só posso recomendar,
mais tino.

O vereador em substituição do eleito pelo MDI

José Marques

V.B. 07.09.2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

INSTALAÇÃO DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS-II

Em 24 de Outubro de 2009, “O Movimento Democrático Independente”, quis entregar ao Presidente da Mesa da Assembleia Municipal um requerimento nos termos do qual vinha alegar que o Acto de instalação dos órgãos da Autarquia da Vila do Bispo tinha sido irregularmente convocado, em virtude de não ter sido respeitado o disposto no nº 2 do artigo 43º da Lei 169/99 de 18 de Setembro com a redacção dada pela Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro, em virtude de o edital não ter sido enviado nem afixado no prazos legalmente estabelecidos.

E efectivamente assim tinha acontecido em virtude de o edital apenas ter sido afixado na véspera da Sessão da Assembleia Municipal de 24 de Outubro de 2009, ou seja, no dia 23 de Abril de 2009.

O Presidente da Mesa da Assembleia Municipal da sessão de 24 de Outubro de 2009 não aceitou o requerimento e obrigou o Movimento Democrático Independente a entregá-lo na Secretaria da Câmara Municipal, o que só era possível fazer-se no dia 26 de Outubro de 2009, pois o dia 24 era Sábado.
O requerimento entrou na Assembleia Municipal da Vila do Bispo em 26 de Outubro de 2009.

Em protesto contra o modo irregular como fora convocada a tomada de posse e a Assembleia Municipal de 24 de Outubro de 2009, os eleitos do MDI não compareceram à sessão da Assembleia Municipal, não tendo tomado posse no dia 24 de Outubro de 2009.

No dia 23 de Novembro de 2009 deram entrada na secretaria da Assembleia Municipal da Vila do Bispo, as justificações das faltas dos eleitos do MDI, todas datadas de 20 de Novembro de 2009.
A justificação da falta consistia na sua divergência quanto à forma de convocação da assembleia.

Os eleitos do MDI foram convocados para uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal no dia 28 de Novembro de 2009, com a seguinte Ordem de Trabalhos: “Acto de Instalação nos termos do disposto no nº 3 do artigo 44º da Lei nº 169/99 de 18 de Setembro, com as alterações da Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro” e compareceram à sessão da Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2009.

Mas no espaço destinado aos membros da Assembleia estavam colocadas apenas 15 cadeiras.

No início da sessão da Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2009 não foi dado conhecimento à assembleia quer do requerimento apresentado pelo Movimento Democrático Independente em 24 de Outubro de 2009 e entregue na Secretaria em 26 de Outubro de 2009, nem do teor das justificações apresentadas.

No decurso da sessão da Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2009 foi apresentada pelo Grupo Municipal do Partido Socialista a Proposta nº 2 que trazia anexadas as cartas de justificação entregues pelos eleitos do MDI.

A proposta em causa colocava à apreciação e decisão da Assembleia Municipal o seguinte:

a)- Considerar injustificada a falta, dos supra identificados eleitos locais ao Acto de Instalação da Assembleia Municipal de Vila do Bispo, realizado no dia 24 de Outubro de 2009, no Centro Cultural da Vila do Bispo, o que equivale a renúncia de pleno direito, nos termos do disposto no nº 5 do artigo 76º da Lei de Competências;

b)- De tal e para os efeitos legais recomendar ao Presidente da Assembleia Municipal para comunicar ao representante do Ministério Público, junto da Comarca de Lagos, em cumprimento do disposto na alínea i) do nº 1 do artigo 54º da Lei de Competências.

A proposta considerava que os eleitos locais podem renunciar ao direito ao cargo antes do Acto de Instalação (ponto 2) e os eleitos locais podem renunciar ao exercício efectivo do cargo ou do mandato depois da tomada de posse no Acto de Instalação.

A proposta considerava depois que a não tomada de posse no Acto de Instalação pelos eleitos do MDI se traduz numa renúncia tácita ao direito ao cargo para que foram eleitos.

Depreende-se ainda da proposta que a justificação dada pelos eleitos do MDI de se ausentarem por divergência quanto à forma de convocação para o acto de instalação sem identificarem e comprovarem qual o vício de forma da convocação para o Acto de Instalação não constitui justificação da falta (ponto 7).


A citada proposta nº 2 foi aprovada pela maioria dos votantes não tendo os eleitos do MDI sido admitidos a votar a proposta, nem dois eleitos pelo PSD (António Manuel Justino Ferreira e José dos Reis Cravinho).

É esta decisão da Assembleia Municipal da Vila do Bispo que os eleitos do MDI impugnaram.

O motivo pelo qual os eleitos não tomaram posse e se ausentaram constava não apenas das suas cartas como também do requerimento entregue pelo Movimento Democrático Independente, requerimento este que devia ter sido publicitado na sessão da Assembleia Municipal antes da votação da proposta.

Os eleitos apresentaram-se na sessão da Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2009 como eleitos o que manifesta a sua intenção de tomar posse do mandato que lhes foi conferido pelos eleitores em 11 de Outubro de 2009.

Não manifestaram assim vontade de renúncia, quer expressa quer tácita, ao mandato.

Os eleitos do MDI não foram ouvidos pela Assembleia Municipal antes de esta tomar a deliberação de não aceitar a justificação da sua falta.

Ficaram impedidos de prestarem mais esclarecimentos sobre os motivos pelos quais se ausentaram da tomada de posse.

Os eleitos não foram notificados por escrito ou por qualquer outro meio para se pronunciarem sobre a intenção de ser indeferida a justificação da sua falta.

Os interessados têm o direito de ser ouvidos no procedimento antes de ser tomada a decisão final

Qualquer cidadão tem o direito de discordar do modo de convocação de um acto por o mesmo ser irregular e tem o direito de se ausentar desse Acto por discordar dele, ainda que se trate da tomada de posse como membro de uma Assembleia Municipal.

A justificação apresentada deveria ter sido aceite.

Por estas razões os eleitos do MDI impugnaram judicialmente a deliberação da Assembleia Municipal de Vila do Bispo.

Também não podemos deixar de considerar lastimável a forma prepotente, ilegal, arrogante e incompetente como este assunto foi conduzido pelo presidente da Assembleia, Rui Correia.

E a incompetência persiste em manifestar-se como aconteceu na convocatória para uma sessão da assembleia municipal a realizar hoje, 16 de Dezembro. Nesta convocatória o sr. presidente apresenta uma ordem de trabalhos em que primeiro tem um período antes da ordem do dia e só depois é que dá posse aos restantes membros. Se não víssemos não acreditávamos!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

INSTALAÇÃO DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS - I

O acto de instalação dos órgãos autárquicos do concelho de Vila do Bispo foi convocado irregularmente. Devia ter sido convocado por edital e não foi. Foi feito um convite à população quando o que está estabelecido na lei é que estes actos sejam divulgados por edital. O que é completamente diferente.
Perguntarão alguns – e isso que importância tem? Tem e muita. E é revelador da forma como alguns políticos entendem o exercício de cargos públicos.
Os actos públicos são dados a conhecer por edital porque os cidadãos têm o direito de neles participarem, não vão lá por favor dos senhores do poder. Eles não fazem o favor de nos convidar; têm o dever, a obrigação, de dar a conhecer a realização destes actos e a população tem o direito de neles participar.
Perante a irregularidade da convocatória do acto de posse os eleitos do MDI tentaram colocar a questão ao presidente da Assembleia Municipal cessante de modo a que no próprio acto, com o consentimento de todos os convocados, a irregularidade fosse reparada, conforme o previsto na lei.
Face à recusa do presidente da Assembleia Municipal em aceitar discutir o assunto, dizendo que isso era para os tribunais, os eleitos do MDI abandonaram a sala e recusaram-se a tomar posse e entregaram ao presidente da Assembleia Municipal um requerimento em que expunham as razões porque consideravam irregular a convocatória do acto de instalação da Câmara e Assembleia Municipal.
Havia alguma necessidade de convocar o acto de posse para aquele dia, sem respeitar prazos e a forma legal da convocatória? Porquê tanta pressa e urgência na tomada do poder?
Por uma só razão. Nesse mesmo dia a paróquia de Vila do Bispo promovia uma homenagem ao padre Manuel Clemente e os novos eleitos não queriam deixar passar a oportunidade de participarem nesses actos já no exercício das suas novas funções.
O Vereador eleito para a Câmara Municipal pelo MDI tomou posse na primeira reunião deste órgão, tendo a Câmara Municipal aceite a justificação para a não tomada de posse no acto de instalação do órgão.
O melhor, ou o pior, no entanto, estava para acontecer na primeira reunião da Assembleia Municipal.

sábado, 12 de setembro de 2009

Algumas verdades

Pavilhão Municipal: O concelho não tem hoje um pavilhão porque o PSD, quando chegou à Câmara Municipal, uma das primeiras decisões que tomou foi a de rasgar um protocolo que estava assinado com o Governo para a construção de um pavilhão, comparticipado pelo Governo e por fundos comunitários. E depois durante doze anos andou a dormir, excepto na campanha eleitoral de há quatro anos em que usou um projecto da Câmara em cartazes partidários. Uma vergonha!

Piscinas Municipais: Nunca se preocuparam com o assunto. A três meses das eleições tentaram vender uma parceria público-privada. Que até parece que não custa nada. Ainda haverá quem acredite? Sem projecto, sem contas feitas, sem nada. Agora que já não têm fundos comunitários é que se lembraram do assunto.

Empréstimo para o Lar de Budens: Não quiseram, ou não foram capazes de recorrer a financiamento disponível para este tipo de equipamentos. Depois dizem que o empréstimo permitiria fazer creches, polidesportivos e outros. A quem pensam que enganam? O empréstimo iria libertar o dinheiro do Lar para outras despesas, mas não para aquilo que dizem e que durante todos estes anos não fizeram e que este ano já não podiam fazer. Em ano de eleições parece que chegou a época dos milagres.

Parque Natural: Os Governos do PSD e do PS criaram a Área Protegida e o Parque Natural, aprovaram o Plano de Ordenamento, as medidas preventivas, as portarias da apanha dos perceves e da pesca lúdica. Mas, agora, assobiam para o lado como se não fosse nada com eles.
Percebe-se o incómodo. Eles dizem uma coisa e os partidos que representam, no governo, fazem outra. Passam o tempo a tentar atribuir culpas a quem não as tem e não assumem responsabilidades. Com esta atitude têm prejudicado o concelho e os seus habitantes, escondem o problema e têm sido incapazes de apresentar propostas alternativas, ou de assumir compromissos políticos.
Afinal, são ou não representantes dos partidos por que se candidatam? E o que é que os respectivos partidos pensam do assunto? O PS, ou o PSD, são capazes de apresentar um compromisso escrito em como o respectivo partido, se for para o governo, não aprova a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural? Se não são capazes de fazê-lo, deixem-se de mentiras e de demagogia barata.

Fortaleza de Sagres: Foi um governo do PSD que decidiu fazer obras e fechar a Fortaleza de Sagres. E, nessa altura assumiu o compromisso de fazer uma pousada da juventude, num outro local, em Sagres. Esta promessa ficou por cumprir.
A Câmara Municipal não tem qualquer competência nesta matéria. Este é mais um caso em pretendem atribuir culpas a quem era na época presidente da Câmara. Mas, também aqui, o tempo se encarregou de demonstrar que tudo isso não passava de uma enorme mentira e da demagogia mais baixa.

Centro Oceanográfico de Sagres: Durante vários anos foi desenvolvido pela Fundação Oceanis um projecto para a construção de um Centro Oceanográfico em Sagres. O desenvolvimento e financiamento do projecto teve por base a garantia dada pelo governo e pela Câmara Municipal do financiamento da obra, através de um protocolo assinado entre representantes do governo, da Câmara e da Fundação Oceanis. Só a celebração de tal protocolo permitiu o financiamento do projecto.
A Fundação Oceanis fez tudo o que tinha que fazer – elaborou os projectos técnicos e fez o concurso público para a obra.
A Câmara Municipal, com mais ou menos turbulência, comparticipou na parte que lhe competia no financiamento do projecto.
Porque é que não se fez a obra? Por uma razão muito simples – não havia dinheiro suficiente porque o governo se recusou a assinar um contrato-programa para financiar a parte a que se tinha comprometido. E nem a Câmara, nem os empresários do concelho tinham, ou terão, capacidade para financiar uma obra de cerca de 24 milhões de euros. Estes são os factos.
É lamentável que numa questão desta natureza se faça baixa política e demagogia populista.
O candidato do PS, que conhece os factos, vem agora com todo o descaramento perguntar quem são os responsáveis. Como se não soubesse! É preciso desfaçatez e falta de vergonha na cara.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Amigos da Onça


Sob um anonimato cobarde, um autodenominado "Grupo de Cidadãos Amigos do Concelho de Vila do Bispo" distribuiu um papelucho a atacar o MDI.
Amigos? Estes devem ser dos tais que, se fizeram bem a alguém, já se esqueceram.
E o carácter desta gente aí está à vista de todos — cobardes, mentirosos e boateiros.
Mas se alguém tinha dúvidas da força do MDI esta é a melhor prova. Os "Amigos da Onça" assustaram-se. O MDI é uma força que cresce. E atitudes destas só nos merecem um enorme sorriso.



Pela Positiva.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Assim, não!

Hoje, 18 de Agosto, no sorteio realizado no Tribunal de Lagos para o ordenamento dos boletins de voto, o mandatário do PS, Francisco Palroz, tentou, desesperadamente, impugnar a candidatura do MDI.
Este senhor é também o presidente da Junta de Barão de S. Miguel onde, para se obter uma certidão, temos que esperar que o sr. presidente volte do almoço. Bonito!
Em Almada, por exemplo, uma Junta emite uma certidão em cinco minutos.
A irritação e o desespero do Palroz têm uma explicação: o MDI vai concorrer em Barão de S. Miguel. E este democrata não gosta de concorrência, está habituado a ganhar sem concorrência. O que tem conseguido com negociatas com o PSD, que sempre apoiou na Assembleia Municipal, e com o PS onde agora está de empréstimo.
Também em Barão de S. Miguel o povo tem direito a uma alternativa.
COM O MDI!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Trapalhadas, trafulhices e trampolinices

Nos últimos dias assistimos, em Vila do Bispo, à mais completa perversão do que deve ser a actividade política, ao sacrifício do interesse público em benefício de interesses partidários.

A trapalhada da inauguração, que era outra coisa, do quartel dos bombeiros revela bem o carácter dos “políticos” que temos. A população e os bombeiros podem esperar pelas próximas eleições. E, como se não bastasse, ainda se armam em vítimas.

O PS de Vila do Bispo tentou divulgar na comunicação social uma sondagem inventada que lhes daria a vitórias nas eleições autárquicas. Uma trafulhice.

A utilização abusiva de instituições públicas para promoção política e partidária, para empregar amigos e correligionários políticos e como agências de troca de favores, não passa de uma enorme trampolinice.

Com o Gilberto Viegas já tínhamos visto quase tudo. Com o Adelino Soares bem se poderá dizer que é capaz de fazer Mais e Pior, do Mesmo.

Para quem ainda tinha dúvidas, esta pode ser a melhor explicação para o facto de tantos militantes do PS estarem no MDI.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A informação, a isenção, a mentira e...
o rabo de fora

O PS de Vila do Bispo tentou passar uma sondagem falsa para a comunicação social. Nessa sondagem o PS ganhava a Câmara de Vila do Bispo e o MDI não elegeria um único vereador. O mais grave nesta matéria, para além do “chico-espertismo” em desespero do senhor Adelino Soares — depois da vergonha que os Bombeiros de Vila do Bispo passaram por causa da falhada segunda inauguração do quartel — é alguma comunicação social ter publicado tal “sondagem” sem se ter preocupado em confirmar, como foi o caso do Canal Lagos.
O MDI soube entretanto que outros órgãos de comunicação social receberam a mesma falsa sondagem enviada pelo senhor Adelino, mas, ao pedirem a ficha técnica da sondagem (obrigatório por lei para a sua publicação), o mesmo senhor recuou.
O Canal Lagos publicou a falsa sondagem quando a recebeu, juntamente com o texto que o senhor Adelino enviou, como sendo “o mais recente estudo de opinião realizado no Concelho de Vila do Bispo sobre as próximas eleições autárquicas”, realizado entre os dias 6 e 8 de Julho à população do concelho de Vila do Bispo, e que daria a vitória ao candidato Adelino Soares. Mas Adelino foi mais longe. Dizia ele nesse texto que considerava estes (falsos) resultados “extremamente animadores e motivadores, para uma campanha que se afigura difícil e combativa, onde a desinformação por parte de algumas forças políticas e independentes vai tentar tudo para contrariar a onda positiva que agora se começa a formar junto da candidatura de Adelino Soares”.
Toda esta palhaçada só é possível com quem não está na política de forma séria. De que onda positiva está Adelino Soares a falar? A onda da mentira? Ou será a onda “positiva” em que se encontram os Bombeiros de Vila do Bispo perante toda a opinião pública do país? Bombeiros esses que o senhor Adelino usa para fazer campanha eleitoral, chegando mesmo a utilizar as instalações, o equipamento e o material dos Bombeiros para fazer os comunicados da sua candidatura à Câmara?

O MDI, assim que tomou conhecimento da publicação de tal “sondagem” fraudulenta, enviou um pedido de esclarecimento ao Canal Lagos (com cópia para toda a comunicação social) para que nos esclarecessem em que condições publicaram tal coisa. Assim que o fizémos, o Canal Lagos retirou imediatamente o artigo em questão e contactou-nos para prestar esse esclarecimento.

Quanto a alguma comunicação social regional algarvia, o que se nos apraz dizer é: o Movimento Democrático Independente tem pouco mais de 3 meses. Neste curto período criou um blogue — já com mais de 20 mil visitas — realizou acções de porta-a-porta e sessões de esclarecimento por todo o concelho, um jantar com mulheres apoiantes do movimento, um jantar de empresários, e até uma Festa Popular no 25 de Abril. O MDI tem estado em movimento, tem contactado com a população e pensamos já ser impossível, nesta altura, a comunicação social ignorar a existência deste Movimento de Cidadãos. Até porque durante todo este tempo enviámos informação, com bastante regularidade, sobre todas as acções, propostas e opiniões do MDI para toda a comunicação social regional e nacional.

É preciso lembrar que este é um Movimento Independente de Cidadãos, que não é suportado (nem economicamente nem estruturalmente) por nenhum partido político, e que para além de não ter direito a apresentar um símbolo no boletim de voto no dia das eleições, não tem sido tratado com isenção ou igualdade por uma boa parte dos jornais algarvios. Isto para não falar das manobras de diversão da oposição que envia boatos para a comunicação social (como aconteceu recentemente, em que enviaram para os jornais a “informação” de que o cabeça de Lista do MDI, José de Deus, tinha desistido em favor de outra pessoa).

Cabe-nos esclarecer a população que nos lê, no blogue ou nos — poucos — jornais que publicam notícias sobre nós, que o MDI ao longo destes 3 meses de existência enviou para os jornais nacionais e regionais muitas dezenas de comunicados, notas de imprensa, artigos de opinião e notícias. Em suma, a imprensa regional tem sido informada de todos os passos do MDI desde que se organizou como Movimento. Para além de todo o material de informação que tem circulado por todo o concelho como convites, manifestos, folhetos de informação, t-shirt’s, autocolantes, etc.
Ao contrário de algumas excepções de profissionalismo como O Algarve, Barlavento, Costa a Costa, Notícias de Lagos, Correio de Lagos, Observatório do Algarve (e o próprio Canal Lagos), não percebemos porque os outros jornais nos continuam a ignorar, apesar de receberem a mesma informação — como é o caso, por exemplo, do Jornal do Algarve e do Jornal Região Sul. Estes dois últimos jornais continuam, no entanto, a publicar, por exemplo, tudo o que Gilberto Viegas faz como presidente da Câmara e que, afinal, não passa de propaganda do PSD de Vila do Bispo. É estranho constatar que, anteriormente, estes jornais até falavam de José de Deus, muitas vezes baseados em rumores, sobre a sua possível candidatura pelas listas do PS. Desde que é público que José de Deus encabeça um movimento de cidadãos independentes, nem uma palavra sobre este candidato ou este Movimento publicaram.

Onde começa a isenção e acaba a informação? Vão continuar a ignorar-nos?
Quanto aos mentirosos, que lançam boatos e que tentam publicar falsas sondagens, o que vale é que deixam sempre o rabo de fora!

O Gabinete de Imprensa do MDI,
24 de Julho de 2009

(Nota: Este texto foi enviado, como habitualmente, para toda a imprensa)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Bombeiros

A Associação dos Bombeiros de Vila do Bispo está colocada no centro da polémica. Nada que não se esperasse.
Inauguração do quartel marcada antes das eleições para a direcção da Associação e inauguração cancelada. Dava mais jeito para as autárquicas!
Nova inauguração marcada e nova inauguração cancelada. Mas parece que não era bem uma inauguração, era só a colocação de uma placa e a assinatura de um protocolo. A inauguração a sério ficava para depois. Mais uma voltinha, mais uma festa. E o povo a pagar.
O quartel está pronto. E é para usar ou não? Ou é para abusar? Parece que é mais para abusar e os bombeiros, que é o que menos interessa, que esperem. Bonito!
Depois sai um comunicado do PS. Culpas para lá, culpas para cá e a festa continua.
Uma tristeza. Uma vergonha. E a Associação não merecia passar por isto. Os “espertos” do costume fazem dos outros parvos. E há quem saiba e cale e consinta tudo isto. Como no passado e com os resultados que se conhecem.
Parece um jogo de espelhos. O Gilberto olha para o Adelino e vê-se ao espelho. E antecipa uma jogada. E o povo paga. Como sempre.
Desculpas e mais desculpas com as habituais trapalhadas burocráticas pelo meio.
Mas só há uma explicação para tudo isto – a partidarização das instituições. Nos Bombeiros não se sabe onde acaba a Associação e começa o Partido Socialista. Na Câmara não se distingue onde termina esta e onde começa o PSD. E à custa do dinheiro público lá vão fazendo a sua propaganda. Se um inaugura, porque é que o outro não deve inaugurar? Se um traz ministro, porque é que o outro não deve trazer? É o reino do vale tudo. Merecemos isto? Talvez. Pela indiferença, pela resignação, pelo medo, pelo consentimento.
Vamos permitir que esta pouca vergonha continue?
É por estas, e por outras, que criámos o MDI. Porque basta de caciquismo e do uso e abuso das instituições por parte do PS e do PSD.
Não nos limitamos a criticar e a denunciar as situações. Assumimos a nossa responsabilidade. Somos uma alternativa. Pela Positiva.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Descubra as diferenças!

O MDI tem pouco mais de um mês de existência. No entanto, há mudanças que já são visíveis.
Basta um pequeno exercício comparativo para encontrarmos as diferenças. Houve comportamentos que se alteraram. Há mais sorrisos e apertos de mão ao povo. Há gente que passou a andar na rua, a marchar e a aparecer. De tempos a tempos, quando percebem que as coisas podem estar complicadas e que há quem se disponha a mudar, lá vêm eles com a simpatia dos últimos seis meses. Até já atendem as pessoas de outra forma e estão dispostos a resolver todos os problemas.
Quem são eles?
Quantos é que ainda conseguem enganar?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Assim, não!

Numa democracia madura a intervenção e participação dos cidadãos não pode nem deve limitar-se aos actos eleitorais, sobretudo ao nível do poder local. Porque este é o poder político mais próximo dos cidadãos. Ou deveria ser.
Nos últimos anos, na Câmara Municipal, temos assistido a um progressivo afastamento e isolamento dos eleitos locais. Parece que é uma grande “chatice” terem que aturar aqueles que os elegeram. Criaram barreiras físicas e de funcionários que impedem o acesso dos cidadãos aos eleitos. Remetem tudo para funcionários que pouca gente conhece. Depois, uns meses antes das eleições, voltam a aparecer, a sorrir e a cumprimentar toda a gente. E isto após anos em que só atenderam alguns, em que não quiseram ouvir, em que estiveram surdos e mudos para muitos dos problemas daqueles que aqui vivem.
Refugiados numa redoma, na Câmara Municipal, bombardeiam-nos com a propaganda da revista municipal onde procuram construir uma imagem que não tem qualquer correspondência com a realidade. Veja-se o último exemplar da referida revista em que, quem não souber, fica convencido que foi pavimentada a estrada de Budens para a Pedralva, com fotografias de uma estrada alcatroada. Mas a realidade é que se trata apenas da repavimentação de um troço de cerca de 500 metros que estava degradado. Neste caso, como em muitos outros, da propaganda à realidade vai uma distância de quilómetros.

Assim, não!