Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SEM RUMO

Decorrido pouco mais de um ano após a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos a maioria já percebeu que esta tem sido uma gestão sem rumo.

Uma maioria "comprada" permitiu o acumular de disparates e o pagamento de apoios eleitorais.

Mas a realidade aí está a ditar a sua lei e a deixar à vista a incompetência que conduz o concelho

Resta-nos a esperança que ainda haja algum bom senso nos eleitos da Assembleia Municipal para pôr travão a tanta asneira. E parece que acabou a festa. Uns porque viram o que antes não queriam ver, outros porque já perceberam que para eles não sobra nada e outros porque já não estão dispostos a deixar passar tanta aselhice.

Afinal, a política não é uma mercearia, nem todos estão à venda e os chicos espertos não conseguem enganar toda a gente por muito tempo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BALANÇO POSITIVO


Com as eleições autárquicas do passado dia 11 de Outubro encerrou-se um primeiro ciclo da actividade deste movimento de cidadãos.
Houve eleições, os eleitores decidiram, temos novos eleitos nos órgãos autárquicos do concelho.
O MDI perdeu estas eleições. E perdeu porque o objectivo com que se apresentou aos eleitores era o de vencer as eleições para a Câmara Municipal e para as freguesias e Assembleia Municipal. Tínhamos consciência da dificuldade em atingir tal objectivo, mas batemo-nos por ele. E perdemos porque foi essa a vontade da maioria dos eleitores.
No entanto, para quem partiu do zero, o resultado obtido, apesar de ter ficado aquém das expectativas, é muito expressivo e significativo. O MDI tem eleitos em todos os órgãos autárquicos do concelho, sendo a única candidatura que o conseguiu.
Com este resultado, com estes eleitos, cabe-nos a responsabilidade de representar uma percentagem significativa dos eleitores e de continuarmos a intervir no sentido de dignificarmos a participação cívica e a defesa do interesse geral.
Queremos saudar todos aqueles que com o seu entusiasmo e empenhamento contribuiram para a criação de uma alternativa política em Vila do Bispo que soube afirmar-se pela diferença, pelo respeito dos princípios democráticos e da cidadania.
Na política as vitórias e as derrotas nunca são absolutas, nem definitivas. E aquilo que conseguimos é extraordinariamente importante - um espaço de intervenção pública dos cidadãos na defesa do bem comum. Só por isso teria valido a pena o trabalho realizado e a forma como o fizémos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O rumo pela positiva

Durante a sua actuação no jantar de apresentação dos candidatos do MDI, Luís Represas disse: Sagres inspira!
Não posso estar mais de acordo. Existe algo de mágico e transcendente em Sagres. A luz do sol que é mística, o cheiro da maresia carregada pela quase omnipresente nortada, as cores do ar, das falésias e do mar que as abraça são elementos que incutem misticismo neste cabo do mundo. E há outros elementos que são indissociáveis de Sagres, embora, para os sentir e perceber, seja necessário estar sintonizado na frequência correcta.

Eu nasci em Sagres, na casa dos meus pais. Não fui nascer a nenhum hospital nem a nenhuma maternidade. E talvez nesse momento o meu sintonizador tenha captado essa frequência, que prevalece até hoje sobre todas as outras.

Não sei se devo chamar a isso um privilégio, mas é com certeza um privilégio viver em Sagres e poder sentir esses elementos 365 dias por ano.

Esse privilégio alimenta o sentimento de gratidão que tenho para com Sagres, gratidão essa que tento transformar em actos e atitudes concretas que divulguem Sagres, que preservem Sagres, mas, acima de tudo, que prestigiem Sagres.

Penso que, de certa maneira, tenho conseguido isso, nomeadamente através do meu trabalho fotográfico que venho realizando há alguns anos, sobre o vasto Património Natural que Sagres detém.

Entretanto, eis que aparece o MDI e com ele a proposta para encabeçar a lista para a Junta de Freguesia de Sagres. No início recusei pois não estava para aí virado — para as questões políticas. Mas, depois de alguma ponderação e análise, e de ter falado com algumas pessoas que vieram a integrar a lista candidata à Junta de Freguesia, resolvi aceitar o desafio. Porque, entre outras razões, é uma oportunidade de efectivar essa gratidão.

Tendo em conta a minha maneira de ser, estar e pensar, esta candidatura será uma candidatura de ruptura com o que até agora tem existido.

De ruptura, porque sendo uma candidatura de gente jovem, as propostas que são apresentadas reflectem uma maneira diferente de estar e pensar a realidade actual mas também problemas antigos que se arrastam há demasiado tempo.

De ruptura, porque é necessário resolver coisas que estão mal mas também coisas que não estando mal podiam estar melhores.

De ruptura, porque é necessário fazer mais do que apenas os serviços mínimos.

De ruptura porque não podemos ficar parados enquanto outros que nada têm que ver com Sagres, beneficiam dos nossos recursos e potencialidades sem nada contribuírem para o desenvolvimento da freguesia.

Por fim, resta-me dizer a todos aqueles que sentem e pensam Sagres como eu, mas também aos outros noutra sintonia, que no próximo dia 11 de Outubro, só haverá um rumo para Sagres: O rumo pela positiva. O rumo do MDI.

João Pedro Costa
Candidato MDI à Presidência da Junta de Freguesia de Sagres

domingo, 13 de setembro de 2009

Porquê no MDI?

Porquê no MDI? É uma questão que tem sido recorrente e que me têm feito nas últimas semanas. Como diz o nome, um Movimento que envolve dezenas de cidadãos interessados em participar activamente no desenvolvimento presente e futuro do concelho de Vila do Bispo, Democrático porque é dado ao povo o poder de decisão e Independente porque não se rege por qualquer estatuto político-partidário. É, deveras, um projecto que vale a pena integrar. Mas, principalmente, porque acredito que o concelho de Vila do Bispo poderá ter de novo uma nova dinâmica com a participação activa dos seus cidadãos. Faz parte de mim, enquanto ser humano com valores, desejar que a terra onde vivo e amo, disponha de condições de segurança, habitabilidade, saneamento e educação. Existem neste momento problemas que afectam a qualidade de vida de todos os que habitam e trabalham no concelho de Vila do Bispo. É urgente e necessário criar alternativas claras e contribuir positivamente para a resolução desses problemas.

Muitas pessoas integraram outras candidaturas com base naquilo que lhes prometeram. Juntaram-se a quem pensam ter mais poder ou que julgam poder alcançar o poder. Quem se candidata por essas razões está, à partida, condenado. A exemplo das últimas governações da Câmara, onde foram feitas concessões em que o concelho nunca beneficiou nada com isso, pelo contrário – prejudicou em muito o seu desenvolvimento económico e social. Quando aceitei participar neste projecto não foi porque me tivessem prometido algo, foi porque queria lutar por algo em que acredito – um melhor futuro para o concelho de Vila do Bispo.

Através do conhecimento que tenho da realidade e das gentes do concelho, da minha formação académica, experiência profissional, participação em diversas actividades associativas, voluntariado, bem como da experiência autárquica como secretária do órgão executivo da Junta de Freguesia de Vila do Bispo nos últimos 8 anos ao lado do Presidente Luís Costa, que, saliento, é uma pessoa que admiro e estimo, acredito que posso contribuir para mudar as más práticas políticas que têm vindo a ser tomadas. Não concebo que a Câmara Municipal seja governada nos próximos 4 anos como tem sido até agora, tomando decisões importantes para o concelho sem ter a contribuição da sua população. Fazendo-o, como tem sido feito até agora, promove o interesse particular e não o público, favorece o afastamento dos jovens do concelho provocando o seu estagnamento, favorece o empobrecimento geral, provoca um atraso cultural e não preserva o meio-ambiente. É necessário planeamento para que o futuro de Vila do Bispo seja viável.

Sermos bem ou mal governados depende de todos nós, e é por tudo isto que desejo ter voz activa e participar nesta candidatura liderada por José de Deus.
E porque não participarmos todos?
Vamos remar para outra direcção e alternativa – Pela Positiva :-)

Força MDI.
Pela Positiva!

Dora Reis
Candidata nº 2 pelo MDI à Câmara Municipal de Vila do Bispo

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O MDI e as Freguesias

O MDI é um Movimento de cidadania, um Movimento de base, um Movimento de aproximação das pessoas e, consequentemente, o seu modelo de organização alicerça-se nas Juntas de Freguesia como um dos pilares fundamentais da acção política.
O MDI, ao contrário do PS e PSD, apresenta candidaturas a todas as Freguesias do Concelho: Sagres, Vila do Bispo, Raposeira, Budens e Barão de S. Miguel. Tratou-se de uma decisão de referência do projecto MDI.
Uma decisão trabalhosa porque obrigou à recolha de centenas de assinaturas de proponentes e à mobilização de dezenas de candidatos, mas primordial para quem, como nós, acredita nas Juntas de Freguesia enquanto instituições decisivas na interpretação e concretização dos valores inerentes ao Poder Local e na realização diária e eficaz de tarefas que tragam uma melhoria das condições de vida das pessoas.
O MDI entende como inaceitável, como um sinal do nosso atraso, como uma manifestação limitativa da Democracia, do Estado de Direito e do exercício do Poder Local, que ainda existam no concelho Juntas de Freguesia a funcionarem à porta fechada. Esta situação constitui uma vergonha para quem é presidente de Junta de Freguesia (nestas circunstâncias) e, também, para o próprio Presidente da Câmara Municipal.
Com o MDI, nenhuma Junta de Freguesia funcionara à porta fechada. Este é o primeiro compromisso e inabalável.
Com o MDI, os presidentes de Junta de Freguesia serão os primeiros autarcas a ouvir a população e os primeiros a ser ouvidos pela Câmara Municipal em encontros de trabalho periódicos e regulares.
Com o MDI, as Juntas de Freguesia terão os meios financeiros adequados a um funcionamento administrativo digno e um papel útil na resolução de problemas do quotidiano da vida das comunidades que representam.
Com o MDI, haverá uma política de descentralização de competências e de meios em todas as áreas em que, de forma concertada, se entenda que podem trazer acompanhamento permanente e maior eficácia na gestão de bens ou equipamentos, ou outro património público.
No domínio sócio-cultural, de ocupação de tempos livres e educativo, as Juntas de Freguesia devem ter meios reforçados que lhes permitam um papel mais activo junto das populações.
A Câmara Municipal, gerida pelo MDI, saberá estabelecer com as Juntas de Freguesia protocolos pelo período do próprio mandato, de modo a que estas, de forma programada, planeada e regular, possam contribuir para uma melhor organização social nas vilas e aldeias e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida das populações.
A experiência desenvolvida nos últimos 12 anos em Vila do Bispo pela Junta de Freguesia local corresponde, de forma muito objectiva, a um exemplo positivo que queremos ver implementado, alargado e melhorado em todas as Freguesias do Concelho de Vila do Bispo.

Com o MDI, pelas Freguesias!

Luís Costa
Candidato pelo MDI à Junta de Freguesia de Vila do Bispo

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Habitação

Resposta ao munícipe Vítor Miguel

Caro Vítor Miguel,
Provavelmente o rendimento per-capita do seu agregado familiar permite-lhe adquirir uma casa a valores normais de mercado. Porém, essas habitações não existem no Concelho de Vila do Bispo.

Conheço dezenas de famílias como a sua. Sendo insuficientemente “pobres” para concorrer às benesses da distribuição, são também insuficientemente ricas para adquirirem uma casa a que se dignem chamar “lar”.
A sua carta aberta foca vários temas prementes de solução. Agora focamo-nos só na Habitação.

A solução habitacional para fixar população activa pode ser desenvolvida em três vertentes com intervenção do poder autárquico.

Uma, a que tem sido utilizada pelo PSD, é a Câmara assumir a construção como se se tratasse de um interventor económico igual a investidores privados, fazendo assim concorrência aos empreiteiros e urbanizadores.
Tem feito os mínimos, mas tem propagandeado os máximos. Veja-se o número de famílias colocadas ao longo de doze anos.
Este tipo de solução, sendo complementar, é utilizada em casos extremos de realojamento, e nunca deverá ser utilizada no actual quadro de necessidades do mercado habitacional do Concelho. Porque a Câmara ao ser o dono da obra, e com aquele tipo de construção, faz sair dinheiro nosso do Concelho para as empresas que adjudicam, visto não existir nenhuma no Concelho que tenha alvará para aquele tipo de construção.

A segunda vertente da solução é a auto-construção. Resulta da preparação e urbanização de parcelas do território, contíguas às aldeias existentes, em que as pessoas interessadas adquirem os lotes a preço simbólico para construírem.
Este tipo de solução é o mais adequado, precisamente porque permite o cunho e a criatividade do proprietário, de acordo com as suas posses e, sendo projectos tipificados a cada agregado familiar, tem uma componente de risco reduzido que interessa à Banca.
Neste modelo de solução temos fluxos de entrada de financiamentos e capacidade dos construtores do Concelho, o que dinamiza a economia local e aumenta a massa monetária em circulação interna.

Outra solução para a habitação, e perfeitamente legal, trata-se de contrapartidas das urbanizações mesmo de cariz turístico-residencial, possam incluir num dos lotes a construção a preços controlados. Esta solução é importante para a integração social e para evitar urbanizações fantasmas por períodos longos do ano.

As propostas devem ter presente o equilíbrio da oferta e da procura. É indispensável o levantamento das vontades de fixação dos casais, em cada uma das localidades do Concelho, que terá necessariamente que ver com a proximidade do local de trabalho ou perspectivas de futuro.

A decisão será rápida, porém o estudo em tempo adequado. Mas podemos adiantar falta de habitação nas freguesias de Sagres, Raposeira e Budens. Na Figueira já existe terreno comprado em 2005.

Gratos pela sua participação ao repto lançado, fazemos votos de que a sua esposa, com as qualificações que tem não se afaste do nosso Concelho.

Apelamos a outros casais que tenham um pouco mais de paciência, pois “não há mal que sempre dure nem bem que não acabe”.

A liberdade e a solidariedade são alicerces do MDI.
Pela Positiva!

José Marques
Candidato pelo MDI à Assembleia Municipal de Vila do Bispo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O direito à cidadania

Hoje sinto-me bem!

Sinto-me bem, porque, colocando sempre os interesses colectivos como prioridade, e utilizando os caminhos legais (Lei Orgânica nº 1/2001 de 14 Agosto), o direito de cidadania, a intervenção cívica que nos compete a todos, formalizou-se em 17 de Agosto no Tribunal da Comarca de Lagos, a aceitação do Movimento Democrático Independente grupo de cidadãos eleitores concorrentes às próximas eleições autárquicas de Outubro 2009 no Concelho de Vila do Bispo.

Soubemos desde sempre que para uma obra destas era necessário coragem, persistência, espírito de sacrifício e capacidade de trabalho.

Fomos coerentes. Entendemos que sendo um movimento cívico, que nascera para despertar e apresentar propostas credíveis para o Concelho, teria que envolver todas as localidades. Assim o fizémos, e candidatámo-nos a todas as Freguesias.

A recolha de proposituras iniciou-se em Março de 2009. Em quatro meses de actividade do MDI chegámos a pessoas e realidades diferentes, que por vezes pareciam surrealistas para o século XXI. Conhecemos os contornos de como as pessoas que detêm cargos de responsabilidade autárquica — e mesmo de Instituições sem fins lucrativos — transformam os cargos de responsabilidade perante os seus concidadãos em cargos de poder sobre os outros, criando laços de dependência ou mesmo prepotência.

Sendo um movimento pela positiva, só utilizamos um “NÃO”, o não à segregação. Isto é, quem quiser ajudar a fazer parte da solução dos problemas do Concelho, pode vir, independentemente da religião, tendência ideológica ou partidária.

Sinto-me bem porque tivemos dificuldades e dúvidas na colocação dos candidatos nas listas, bem como os restantes concorrentes, mas nós só existimos desde Março. Os restantes concorrentes existem na generalidade desde 1974, com estruturas, apoios e assessores. O que pelos resultados obtidos, me leva a sentir melhor.

Os problemas do Concelho focam-se no Social (as Pessoas a Habitação, a Educação), na Economia (sem o sector primário, Agricultura e Pesca, dificilmente se conseguirá mais valias no Turismo) e no Ambiente (transformar as imposições dos governos centrais, de ordenamento do território em oportunidades de turismo ambiental).

As soluções serão apresentadas muito em breve. Já que somos pioneiros na comunicação e interacção com os eleitores através do blogue, será aqui a primeira apresentação, estando desde já lançado o repto de que até ao fim de Agosto o tema será o SOCIAL — as Pessoas a Habitação, a Educação.

Para que nos sintamos melhor, discutamos ideias e não pessoas.

Pela Positiva.

José Marques

MDI VI

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pelo Humor! Pela Liberdade! Pela Positiva!

Iniciámos há poucos meses um Movimento de cidadãos independentes com o lema “Pela Positiva”. E propusémo-nos fazer política pela positiva. Talvez tenhamos sido ingénuos. Num concelho com tanta trafulhice política, como fazer uma campanha pela positiva? É, de facto, difícil continuar a sorrir perante tanta trapaça e cinismo.

Os nossos adversários são sinistros, podemos afirmá-lo. Raposas matreiras de um lado, hienas com dentes afiados do outro (algumas desdentadas). Podem enganar alguns muitas vezes, podem enganar muitos por algum tempo, mas não podem enganar todos para sempre.
No nosso blogue permitimos que todos deixassem a sua opinião. Não subscrevemos todas, mas consideramos importante ouvir o que as pessoas têm a dizer. Aceitando comentários anónimos foi a única maneira possível para que alguns dissessem o que lhes vai na alma, porque, se tivessem de se identificar, nunca abririam a boca. É triste, mas reflecte o estado de coisas neste concelho: o medo ainda impera. O medo de perder o emprego, o medo das represálias, o medo de estar contra o poder, o medo de “dar a cara”.
Continuaremos a nossa campanha pela positiva: tentando trazer esperança de mudança e de dias melhores, mas também denunciando o que está mal. Sabemos que já começámos a incomodar: as raposas e as hienas já começaram a afiar os dentes. Por isso, nunca seria positivo fazermos “orelhas moucas”, deixando que continuassem a achincalhar a nossa terra e as nossas gentes. Numa sociedade livre e democrática temos o direito de resposta, somos livres de falar e de intervir. Aliás, temos o dever!

Não fomos nós que inventámos boatos sobre demissões de cabeças de listas. Não fomos nós que inventámos sondagens falsas. Não fomos nós que usámos empregos na Câmara ou entrega de casas em troca de apoios eleitorais. Não fomos nós que inventámos boatos sobre as vidas privadas dos elementos das listas. Não fomos nós que viabilizámos o Parque Natural. Não fomos nós que usámos a questão das piscinas (depois de 4 anos sem fazer nada) para mais tarde ser utilizada por forma a dizerem que tentaram fazer algo mas os outros não deixaram. Não fomos nós que inviabilizámos o “Fios com História”. Não fomos nós que fizémos da população do concelho uma multidão de "pedintes" dependentes da Câmara Municipal. Não fomos nós quem envergonhou a Associação dos Bombeiros de Vila do Bispo perante todo o país. Isto, só para citar algumas das tristezas da política que se tem feito neste concelho. Podemos quase dizer que hoje, o resto do país conhece Vila do Bispo pelos percebes, pela Fortaleza de Sagres e... pelas vergonhas da política autárquica.
O rumo actual só nos levará à extinção enquanto entidade administrativa autónoma. Ou seja, o rumo que levamos é a caminho de Lagos e à extinção do concelho de Vila do Bispo.

Ficarmos calados? A que propósito? Não foi, com certeza, para isso que nos constituímos como Movimento.
Temos que ser todos cidadãos de corpo inteiro, com opinião, com capacidade crítica, sem medos e sem receios de quaisquer represálias. O exercício do poder é transitório e é um serviço que se presta à comunidade. Não pode ser a satisfação de vaidades pessoais.
O MDI tudo fará para que a gente da nossa terra volte a cultivar o espírito e a atitude de independência e liberdade de espírito que são a origem e o fundamento da existência do concelho de Vila do Bispo como entidade autónoma. Actualmente, defender estes valores e assumi-los na prática é uma urgência e significa recuperar aquilo que de mais genuíno nos caracteriza.

Com um sorriso nos nossos cartazes, estamos do lado de quem está triste. É positivo ter esperança. É positivo ser honesto. É positivo querer trabalhar. É positivo ter humor. Porque o humor é uma arma!
Não nos deixemos amordaçar. Sejamos dignos dos nossos antepassados, livres e independentes. Temos a obrigação de respeitar um dos mais fortes traços de carácter desta gente — preferimos morrer de pé a vivermos de joelhos.

Sabemos que este Movimento veio trazer algo de novo às nossas gentes, algo a que não estavam habituadas: a possibilidade de participar, de sorrir, de intervir com humor, de fazer a mudança.

Contra a maralha que deprime o concelho. Pela Positiva!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Algumas verdades

A verdade dói. E incomoda. Por isso, os malabaristas do costume tentam, em desespero, alguns passes de mágica para continuarem a enganar a população.

Pavilhão Municipal – O concelho não tem hoje um pavilhão porque o PSD, quando chegou à Câmara Municipal, uma das primeiras decisões que tomou foi a de rasgar um protocolo que estava assinado com o Governo para a construção de um pavilhão, comparticipado pelo Governo e por fundos comunitários. E depois durante doze anos andou a dormir, excepto na campanha eleitoral de há quatro anos em que usou um projecto da Câmara em cartazes partidários. Uma vergonha!

Piscinas Municipais – Nunca se preocuparam com o assunto. A três meses das eleições tentam vender uma parceria público-privada. Que até parece que não custa nada. Ainda haverá quem acredite? Sem projecto, sem contas feitas, sem nada. Agora que já não têm fundos comunitários é que se lembraram do assunto. Vendedores de banha da cobra!

Empréstimo para o Lar de Budens – Não quiseram, ou não foram capazes de recorrer a financiamento disponível para este tipo de equipamentos. Depois dizem que o empréstimo permitiria fazer creches, polidesportivos e outros. A quem pensam que enganam? O empréstimo iria libertar o dinheiro do Lar para outras despesas, mas não para aquilo que dizem e que durante todos estes anos não fizeram e que este ano já não podiam fazer. Em ano de eleições parece que chegou a época dos milagres.

Parque Natural – Os Governos do PSD e do PS criaram a Área Protegida e o Parque Natural, aprovaram o Plano de Ordenamento, as medidas preventivas, as portarias da apanha dos perceves e da pesca lúdica. Mas, agora, assobiam para o lado como se não fosse nada com eles. Expliquem-se!

A incapacidade, a incompetência e a irresponsabilidade têm andado de braço dado.

E a culpa é sempre dos outros.

É tempo de acabar com isto. É tempo de acabar com o despesismo, com a propaganda feita à custa de dinheiros públicos e com a irresponsabilidade.

As políticas avaliam-se pelos resultados. E o resultado é que o concelho tem menos gente, menos vida, menos actividade e tem falta de equipamentos essenciais de que o PSD nunca quis saber. Durante estes doze anos andou entretido em propaganda, em montar uma organização que está muito para além das necessidades do concelho, em espalhar alcatrão, em criar equipamentos de utilidade duvidosa. Andou entretido a “arrumar” o concelho. Mas agora é que vai ser. Para, quando se forem embora nós ficarmos a pagar. O que nos vale é que ainda há na Assembleia Municipal gente de bom senso. E que vive no concelho, que paga aqui impostos e que se preocupa com o futuro desta terra.

Por tudo isto, é tempo de mudar!

Pela Positiva!

José de Deus

domingo, 21 de junho de 2009

A Empresa Municipal

Tendo sido visado no blogue do PSD, e não podendo defender-me nesse espaço, faço como muitos outros munícipes e venho a este espaço de Liberdade do MDI dizer a verdade sobre a famigerada empresa para as Piscinas e Pavilhão, e porque votei contra:
Nenhum PSD tem mais motivos para desejar a concretização das Piscinas do que o Presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo. Basta para tal dizer que este há 7 anos que vem desenvolvendo um programa de Natação para crianças e adultos em Piscinas em Lagos, como aliás é do conhecimento de toda a população, e, naturalmente, do responsável do PSD e da Câmara Municipal de Vila do Bispo. Basta dizer que o Presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo faz todos os sábados 12 viagens a Lagos para transportar uma média de 60 crianças (já houve períodos em que eram 80) sem receber um euro que seja pelo referido trabalho. Basta dizer que 7 anos vezes 36 sábados (média anual) dá 252 sábados, vezes a média de 12 viagens por sábado dá o total de 3024 viagens desde o início do projecto. Basta dizer que este Presidente de Junta nos últimos 7 anos não passou nenhum sábado com a sua família por querer desenvolver este projecto e não se arrepende de o ter feito. Basta dizer tudo isto, para não falar da Natação de adultos 2 vezes por semana, também durante 7 anos, para perceber que este Presidente de Junta deve ser a pessoa que com maior ansiedade aguarda a concretização das Piscinas. Portanto, a insinuação feita no blogue do PSD é uma perfeita maldade (para não dizer canalhice) de quem quer fazer os outros estúpidos. Não houvesse o projecto de Natação da Junta de Freguesia da Vila do Bispo e talvez a necessidade das Piscinas não fosse tão falada.
Não devemos esquecer que o PSD levantou na Assembleia Municipal a questão da legalidade da Junta de Freguesia da Vila do Bispo ir buscar crianças e adultos a Sagres para a Natação, coisa a que o Presidente da Junta de Freguesia da Vila do Bispo nunca deu importância, por ser uma imbecilidade. Mas, são estas pessoas que, a 3 meses das eleições, se vêm pavonear como defensores das Piscinas e a querer que os outros lhes passem um cheque em branco para criarem uma empresa para construir e gerir umas Piscinas, onde, seguramente, haveria mais uns artistas de Lagos a usufruir de ordenados de administradores, mais carros etc...
Pois não passou e ainda bem! As piscinas devem existir, mas devem ser um equipamento municipal, portanto de todos nós e não de uma empresa ou grupo privado. Por tal, não é estranho, nem surpreendente, que o Presidente da Junta de Freguesia da Vila do Bispo tenha votado contra, e também não é surprendente que o PSD — o mesmo é dizer quem o dirige — ande a mentir às pessoas e a vitimizar-se, quando na verdade devia ter aproveitado os fundos comunitários quando existiam (e chegaram a ser a 100 por cento para tanques de aprendizagem) por forma a executar este equipamento.
Por fim, devo dizer que o responsável do blogue do PSD revela ser um grande mentiroso quando acusa a dita oposição de inviabilizar as Piscinas e não sei quantos mais equipamentos, pois nunca refere que o Assildo da Salema (e do PSD) votou contra, e com o voto favorável deste teriam aprovado a tal empresa.
Confesso que estou farto de tanta mentira desta gente!

Luis Costa
Presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo